Selvagem e feliz

Selvagem, a floresta inteira a adotou como filha.

Selvagem, a floresta inteira a adotou como filha.

 

Selvagem de Emily Hughes
Compre este livro

Sabe quando você compra um livro pela capa? Pois é! Mas não é para menos, a autora Emily Hughes (@emilyhughesillustrator) é a autora ilustradora. Então, nada mais natural do que ver antes da história em si, a imagem que ela quer construir. E as imagens são lindas e selvagens. A história? Mais simples não poderia ser. Uma menina que cresce na floresta e é adotada por toda a natureza em volta. Depois é encontrada por um casal que a leva para cidade e a tenta ‘educar’ nos moldes de nossa civilização. Um desastre, claro. Eles, os homens da cidade fazem tudo errado. Comem errado, falam errado… E finalmente descobrem ‘que ninguém pode domar uma criatura assim tão feliz e selvagem‘.

Uma historinha curta, engraçada e ao mesmo tempo significante para os dias atuais. A Pequena Zahar (@editorazahar) fez uma ótima escolha ao traduzir o livro. A minha pequena selvagem adora. Eu sugeriria ainda atividades de valorização de identidade e subjetividade para crianças maiores.

A forma como falamos, nossos sotaques, vocabulários… a forma como nos comportamos com nossos jeitos e trejeitos regionais característicos de onde viemos e nascemos é parte do que somos e se estamos felizes assim e isso não é mal ou ruim, não há porque ter vergonha.


//ad.lomadee.com/banners/script.js?sourceId=35949614&dimension=2&height=60&width=468&method=0

Outros títulos da mesma autora à venda no Brasil para quem lê em inglês.

A autora que é nascida no Hawai e criada em UK é simplesmente uma fantástica ilustradora. A Amazon.br tem alguns de seus títulos em inglês que certamente valem a pena.
//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&OneJS=1&Operation=GetAdHtml&MarketPlace=BR&source=ac&ref=qf_sp_asin_til&ad_type=product_link&tracking_id=suelenviana-20&marketplace=amazon&region=BR&placement=8566642279&asins=8566642279&linkId=6191a592a6da766891b46484dbabf694&show_border=true&link_opens_in_new_window=true&price_color=333333&title_color=0066c0&bg_color=fafafa //ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&OneJS=1&Operation=GetAdHtml&MarketPlace=BR&source=ac&ref=qf_sp_asin_til&ad_type=product_link&tracking_id=suelenviana-20&marketplace=amazon&region=BR&placement=1909263087&asins=1909263087&linkId=95aa375b6efdee21dd941769416e8687&show_border=true&link_opens_in_new_window=true&price_color=333333&title_color=0066c0&bg_color=fafafa//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&OneJS=1&Operation=GetAdHtml&MarketPlace=BR&source=ac&ref=qf_sp_asin_til&ad_type=product_link&tracking_id=suelenviana-20&marketplace=amazon&region=BR&placement=1909263435&asins=1909263435&linkId=a2f072cf6563ae9442ba51e97ef1f29e&show_border=true&link_opens_in_new_window=true&price_color=333333&title_color=0066c0&bg_color=fafafa//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&OneJS=1&Operation=GetAdHtml&MarketPlace=BR&source=ac&ref=qf_sp_asin_til&ad_type=product_link&tracking_id=suelenviana-20&marketplace=amazon&region=BR&placement=0763682241&asins=0763682241&linkId=ea6a143092482304f0109f65878c1c27&show_border=true&link_opens_in_new_window=true&price_color=333333&title_color=0066c0&bg_color=fafafa

Carnaval com livro novo!

Carnaval! O lá lá ô!

Tudo bem por aí? Alguém aí levando os pequenos para o carnaval ou apenas curtindo aquele descanso merecido com tranquilidade e longe da folia?

Bom, não sei qual foi sua escolha, mas a o Quem vai ler pra mim? está ligado nas ofertas das editoras e trouxe esse post carnavalesco para comemorar novas aquisições de leituras com você.

Carnaval! O lá lá ô!

Tudo bem por aí? Alguém aí levando os pequenos para o carnaval ou apenas curtindo aquele descanso merecido com tranquilidade e longe da folia?

Bom, não sei qual foi sua escolha, mas a o Quem vai ler pra mim? está ligado nas ofertas das editoras e trouxe esse post carnavalesco para comemorar novas aquisições de leituras com você.

Os livros indicados abaixo estão todos com 10% de desconto. Vale a pena levar para a nossa pequenoteca  😆

Chapeuzinho AmareloUm lindo livro ilustrado por Ziraldo e escrito por Chico Buarque. Para crianças de 3 (a minha tem 2 rsrs) até 6 anos; e adultos apaixonados por textos poéticos e coloridos.

aproveite o desconto.

 

PollyanaPara os pequenos que já dominam a leitura a nossa boa e clássica Pollyana. Para refletir sobre a vida e tudo que ela traz em seu pacotinho. Pequenos adolescentes vão certamente adorar.

Aproveite o desconto!

 

MalalaA história de Malala é lindamente escrita e de fácil entendimento. Um livro reportagem dedicado ao público infantil feito com muito cuidado e amor. Super indico Malala, a menina que só queria ir para a escola.

Aproveite o desconto!

 

O carteiro chegouUm livro lindo que indico para qualquer idade. Criativo e inspirador com ilustrações encantadoras. Não pode faltar na vida literária de uma criança e nem na nossa. Ótimo para trabalhar envio de cartinhas, cartões postais (ainda se faz isso hoje em dia sabia?) emails e mensagens pedindo desculpas, agradecendo ou simplesmente compartilhando saudades. De leitura compartilhada (crianças que não sabem ler) à independente ele é adorável. Use o cupom CAMPANHA10 na hora da compra.

Aproveite o desconto!

 

Ossos do ofícioEsse cachorrinho é para pequenos pequeninos. Leitura fácil e imagens grande que encantam. ótimo para mostrar diferentes profissões já que o cachorrinho se interessa demais pelos ossos do ofício 🙂 Use o cupom CAMPANHA10 na hora da compra.

Aproveite o desconto!

 

O pequeno príncipeO clássico príncipe com versão para pequeninos é encantador. A história nós já conhecemos.

Aproveite o desconto!

 

Rinocerontes não comem panquecas.Rinocerontes e panquecas? Como isso? Bem, essa menina viu um rinoceronte comendo panquecas. Livro lindo de ilustração e texto. Para leitura compartilhada ou não ele traz mensagem para pais e filhos.

Aproveite o desconto!

 

Espero que você possa aproveitar da semana de desconto nessas editoras. Salvar uma graninha é sempre bom, né!

Bom carnaval!

Apps ou jogos e brinquedos educacionais?

Fonte: qvlpm

Aplicativos educacionais

lista e resenha

apps educacionais ou jogos tradicionais?Antes de mais nada é preciso lembrar e levar muito a sério a indicação da comunidade pediátrica de que antes dos dois anos de idade a melhor forma de uma criança se desenvolver é através do contato e das interações humanas e com a natureza. Portanto se você estiver oferecendo celular ou tablete para seu bebê: pare, pondere, mude. Espere até os dois anos pelo menos. Depois dos três seria o ideal e ainda assim para não passar mais de uma hora por dia.

  1. BIMI BOO – esta marca oferece uma série de apps educacionais para crianças de 2 a 4 anos. Você pode adquirir das lojas apple, google play e ainda amazon.com . É compatível com todos os aparelhos e você baixa uma versão gratuita de cada jogo que vem com três a quatro jogos desbloqueados com outros tantos para desbloquear caso você decida comprar (em torno de 3 a 9 reais).
  2. STORY TOYS – essa tem os apps mais fofos do mundo também para crianças de 2+ anos de idade. Todos muito educacionais. Alguns precisam da presença dos pais para orientar os pequenos e interagir com eles, o que é bom. Vale a pena experimentar a versão gratuita. Você encontrar em todas as lojas ( apple, google play, amazon.com) e com preços de 9 reais. A minha filha adora A lagarta comilona.
  3. WOOW Inc. – jogos educativos para bebês. Esse eu só achei na apple. São muito bons também. Trabalham assim como os outros, as cores, combinações, memória, atenção…
  4. BINIBAMBINI – O mais pratico de todos. Com versão gratuita e paga bem completas para trabalhar números, cores, traços, desenhos… Apple e google play.

[expand title=”Um Pouco Mais”]Dentro de cada uma dessas marcas você vai encontrar um infinidade de jogos que podem ser interessantes para sua criança e apropriados para a idade dela. Só mantenha a calma e a dela para não criar um pequeno viciado que não vai sequer aprender a falar em tempo por conta da interação exagerada com as telas. Além disso, é uma ótima oportunidade para ensinar limites para esse tipo de atividade, estabelecendo hora e tempo de duração. Apenas pela manhã e por 30 min a 1 hora apenas. Ou 30 min pela manha mais 30 min a tarde.[/expand]

Jogos educacionais tradicionais

Lista e resenha

apps ou jogos educacionais?

Há uma série de atividades que podem ser feitas para entreter e educar seus pequenos longe das telas. Muitas delas você certamente já faz. Há exemplos disso em todas as mídias, facebook, Pinterest e instagram. Entre essas atividades fáceis e de baixo custo que podemos fazer, estão aquelas que podemos comprar prontas nas lojas. Brinquedos em madeira, em pano, jogos de família, quebra-cabeças, livros, muitos livros… O equilíbrio aqui é importante. Oferecer uma variedade para manter a criança ativa cognitiva e fisicamente. São desses que vou falar aqui. Vamos há alguns apenas.

  1. Jogo educativo vogais e animais Toysterpara crianças até 2 anos esse jogo é muito legal. Eu costumo, com esse tipo de jogo em peças, colocar manta magnética para possibilitar a montagem na porta da minha geladeira ou em quadro metálico. Funciona bem e é um ótimo passa tempo educativo. Como esse de vogais há o de números e muitos outros para essa idade e outras também da Toyster.
  2. Quebra-cabeças de Dino – super formar de brincar e aprender são os quebra cabeças. Aproveite que eles são sempre uma boa forma de passar tempo junto. Principalmente e dias de chuva.
  3. Forme os pares Cores, palavras e imagens – esse é ótimo porque já apresenta a palavra escrita para criança e pode ser usado mais tarde na fase de alfabetização.
  4. Torre inteligente – esse é feito em peças de madeira e ajuda a criança a desenvolver diversas habilidades, entre elas concentração e estratégias.
  5. Aramado montanha russa – esse brinquedo é o máximo. Eu demorei a entender o que ele tinha de educativo. Mas descobri que ele pode ser usado para trabalho cores, velocidade, quantidade, números e paciência.
  6. Dobble – esse é para toda família. Fique atento à indicação de idade porque ele fica mais difícil de acordo com a idade. Até 5 jogadores e trabalha memória, vocabulário e rapidez de raciocínio. Eu tenho um de animais e minha filha de 2 anos já consegue jogar conosco. O objetivo é encontrar a imagem em comum entre as cartas. Todas as cartas tem sempre uma imagem em comum. Eu amo!
  7. Vamos reciclar – para crianças de 6+. Porém, se for um jogo compartilhado, qualquer criança pode aprender com ele. É um jogo de cartas e seleção.
  8. Meu primeiro quebra-cabeças – esse aqui é adorável. Quebra-cabeças em madeira mdf. Eu também coloquei manta magnética para minha filha montar no quadro metálico. Ficou ótimo. Falando em quebra-cabeças a RIHappy é simplesmente demais nesse assunto. Vale o clique para averiguar.
  9. Livros de adesivos – são outra coisa fantástica para habilidades motoras e aprendizado de vocabulário. Eu gosto bastante desse aqui.

Fora isso existem é claro os mais caros e ainda assim fantásticos. Ótimos para dar de presente. Eu adoraria compra se pudesse 😆

Apps ou jogos e brinquedos educacionais?

O que pode ser mais educacional: uma criança brincando com legos, quebra-cabeças, jogos de imitação, pintura ou massinhas no chão de sua casa ou uma criança sentada no sofá jogando diversos jogos educacionais com a simulação de todas as atividades antes citadas, sem interrupção? A resposta é sua. As considerações são nossas.

educação é hoje o grande negócio. Não necessariamente o seu, mas de diversas empresas que se dedicam a criar e vender aplicativos e jogos educacionais.

Desde os anos 70 quando a Nokia primeiro trouxe aquele joguinho do snake para nossas vidas que a história dos apps vem evoluindo. Já os nossos jogos tradicionais, de tabuleiro, quebra-cabeças, memória, imitação…esses existem há mais tempo certamente e também evoluíram; não com a mesma sorte dos eletrônicos. A grande sacada dessa evolução toda com toda certeza foi a descoberta e valorização do potencial educacional desses modelos e ainda do ganho que se podia fazer com esses nichos.

Aplicativos educacionais

lista e resenha

apps educacionais ou jogos tradicionais?Antes de mais nada é preciso lembrar e levar muito a sério a indicação da comunidade pediátrica de que antes dos dois anos de idade a melhor forma de uma criança se desenvolver é através do contato e das interações humanas e com a natureza. Portanto se você estiver oferecendo celular ou tablete para seu bebê: pare, pondere, mude. Espere até os dois anos pelo menos. Depois dos três seria o ideal e ainda assim para não passar mais de uma hora por dia.

  1. BIMI BOO – esta marca oferece uma série de apps educacionais para crianças de 2 a 4 anos. Você pode adquirir das lojas apple, google play e ainda amazon.com . É compatível com todos os aparelhos e você baixa uma versão gratuita de cada jogo que vem com três a quatro jogos desbloqueados com outros tantos para desbloquear caso você decida comprar (em torno de 3 a 9 reais).
  2. STORY TOYS – essa tem os apps mais fofos do mundo também para crianças de 2+ anos de idade. Todos muito educacionais. Alguns precisam da presença dos pais para orientar os pequenos e interagir com eles, o que é bom. Vale a pena experimentar a versão gratuita. Você encontrar em todas as lojas ( apple, google play, amazon.com) e com preços de 9 reais. A minha filha adora A lagarta comilona.
  3. WOOW Inc. – jogos educativos para bebês. Esse eu só achei na apple. São muito bons também. Trabalham assim como os outros, as cores, combinações, memória, atenção…
  4. BINIBAMBINI – O mais pratico de todos. Com versão gratuita e paga bem completas para trabalhar números, cores, traços, desenhos… Apple e google play.

[expand title=”Um Pouco Mais”]Dentro de cada uma dessas marcas você vai encontrar um infinidade de jogos que podem ser interessantes para sua criança e apropriados para a idade dela. Só mantenha a calma e a dela para não criar um pequeno viciado que não vai sequer aprender a falar em tempo por conta da interação exagerada com as telas. Além disso, é uma ótima oportunidade para ensinar limites para esse tipo de atividade, estabelecendo hora e tempo de duração. Apenas pela manhã e por 30 min a 1 hora apenas. Ou 30 min pela manha mais 30 min a tarde.[/expand]

Jogos educacionais tradicionais

Lista e resenha

apps ou jogos educacionais?

Há uma série de atividades que podem ser feitas para entreter e educar seus pequenos longe das telas. Muitas delas você certamente já faz. Há exemplos disso em todas as mídias, facebook, Pinterest e instagram. Entre essas atividades fáceis e de baixo custo que podemos fazer, estão aquelas que podemos comprar prontas nas lojas. Brinquedos em madeira, em pano, jogos de família, quebra-cabeças, livros, muitos livros… O equilíbrio aqui é importante. Oferecer uma variedade para manter a criança ativa cognitiva e fisicamente. São desses que vou falar aqui. Vamos há alguns apenas.

  1. Jogo educativo vogais e animais Toysterpara crianças até 2 anos esse jogo é muito legal. Eu costumo, com esse tipo de jogo em peças, colocar manta magnética para possibilitar a montagem na porta da minha geladeira ou em quadro metálico. Funciona bem e é um ótimo passa tempo educativo. Como esse de vogais há o de números e muitos outros para essa idade e outras também da Toyster.
  2. Quebra-cabeças de Dino – super formar de brincar e aprender são os quebra cabeças. Aproveite que eles são sempre uma boa forma de passar tempo junto. Principalmente e dias de chuva.
  3. Forme os pares Cores, palavras e imagens – esse é ótimo porque já apresenta a palavra escrita para criança e pode ser usado mais tarde na fase de alfabetização.
  4. Torre inteligente – esse é feito em peças de madeira e ajuda a criança a desenvolver diversas habilidades, entre elas concentração e estratégias.
  5. Aramado montanha russa – esse brinquedo é o máximo. Eu demorei a entender o que ele tinha de educativo. Mas descobri que ele pode ser usado para trabalho cores, velocidade, quantidade, números e paciência.
  6. Dobble – esse é para toda família. Fique atento à indicação de idade porque ele fica mais difícil de acordo com a idade. Até 5 jogadores e trabalha memória, vocabulário e rapidez de raciocínio. Eu tenho um de animais e minha filha de 2 anos já consegue jogar conosco. O objetivo é encontrar a imagem em comum entre as cartas. Todas as cartas tem sempre uma imagem em comum. Eu amo!
  7. Vamos reciclar – para crianças de 6+. Porém, se for um jogo compartilhado, qualquer criança pode aprender com ele. É um jogo de cartas e seleção.
  8. Meu primeiro quebra-cabeças – esse aqui é adorável. Quebra-cabeças em madeira mdf. Eu também coloquei manta magnética para minha filha montar no quadro metálico. Ficou ótimo. Falando em quebra-cabeças a RIHappy é simplesmente demais nesse assunto. Vale o clique para averiguar.
  9. Livros de adesivos – são outra coisa fantástica para habilidades motoras e aprendizado de vocabulário. Eu gosto bastante desse aqui.

Fora isso existem é claro os mais caros e ainda assim fantásticos. Ótimos para dar de presente. Eu adoraria comprar se pudesse 😆

Atividade de adesivagem para criaça – animais

Olá!

Seguindo a onda de atividades infantis, Montessori , busy bags ou ainda home-schooling, aqui vai uma com adesivos circulares coloridos para passar o tempo em viagens ou mesmo praticar coordenação, cores e concentração.

Clique aqui e faça o download de todos os itens em pdf


 

 

Um abraços da Sue

P.s. se for usar, deixe um comentário

Animais da fazenda: atividade para alfabetizar e brincar

Alfabetização e letramento não são necessariamente as mesmas coisas, mas são dois lados de uma mesma moeda e respectivamente os primeiros passos para a construção de um cidadão capaz de ler, escrever, interpretar e construir pensamentos críticos.

>>>> O material para download está no final deste post.

Sobre a alfabetização

Alfabetização e letramento não são necessariamente as mesmas coisas, mas são dois lados de uma mesma moeda e respectivamente os primeiros passos para a construção de um cidadão capaz de ler, escrever, interpretar e construir pensamentos críticos.

>>>> O material para download está no final deste post.

Sobre a alfabetização

Desde 0 anos de idade quando somos expostos a livros e a atividades de leitura compartilhada que este saber está em construção, em contextualização. A hora da alfabetização de fato, porém, quando seremos expostos à técnica da escrita através de diferentes métodos, bom , esta hora ainda gera polêmicas. Alguns creem que quanto mais cedo melhor, outros julgam que muito cedo é tirar da criança seus anos de infância.

O ponto de vista da professora e mãe que escreve neste blog é: faça de forma balanceada e sempre lúdica e você não precisará se preocupar com o que dizem todas as outras cabeças pensantes desse mundo. Faça sabendo porquê o faz e como o faz. Do meu ponto de vista, ensinar uma criança a ler e escrever é um ato de amor. Desde que seja feito com afeto, entretenimento e sem grandes cobranças (sem senta pra estudar) nem sobre você e nem sobre a criança. O foco é a rotina leve de aprendizagem e de exposição a todas as habilidades que uma criança precisa para estar pronta para a alfabetização.  Tendo em mente que a alfabetização deve estar na ponta e não no início, mas ela começa desde o início quando se lê para criança.

O material

Por pensar assim que vou compartilhar por aqui alguns (em alguns posts) materiais e atividades que tenho feito para trabalhar à minha maneira a alfabetização de minha filha. Uma maneira nada fácil porque pretendo fazer uma alfabetização bilíngue. Garantia de sucesso eu não tenho, mas tenho tempo e disposição e uma filha que topa tudo. Portanto, por que não? 🙂

Há um método

Sim! Porque sem método não há como ensinar algo a alguém. Assim, escolhi começar por uma adaptação do método fônico, ou seja, não vou ensinar o nome das letras a princípio. Trabalho primeiramente os sons que elas representam. A começar pelas vogais e seus encontros ai, oi, au, eu, ei. Depois virão (já estão vindo porque ela é rápida) as consoantes. O próximo passo são as associações desses sons com imagens e depois em palavras e imagens. Por último as sílabas e consequentemente a escrita. Não é um método em si, mas uma abordagem caseira que usa da união dos variados métodos que já existem e sem pretensão alguma de rigidez escolar. Porém com o mínimo de cuidado e focando sempre na leitura, nos livros como ativadores do letramento e da alfabetização.

Sobre a criança aprender pelo método fônico, Soares (2005) entende como o mais adequado, pedagogicamente e até psicologicamente, é que a criança aprenda simultaneamente todas as competências e habilidades envolvidas na aquisição da língua escrita: aprenda a decodificar e codificar, isto é, aprenda as relações entre os “sons” e as letras ou grafemas, ao mesmo tempo em que aprenda a compreender textos, a construir sentido para os textos, e ainda aprenda as funções da escrita, os diferentes gêneros de textos.

Vamos fazer de 5 em 5. Cinco sons de vogais (com suas variantes), 5 sons de consoantes e variantes…Vamos fazer para brincar e aprender.

Além disso, eu sigo uma tabela de fonoaudiologia que pretende registrar os sons que são inicialmente articulados pelas crianças de 1 até  6 anos. O fonemas, portanto, não seguem a mesma sequência do alfabeto. Começo pelo que ela já produz e só isso.

Estamos trabalhando o português a princípio e logo e do mesmo jeito (corrigindo e adaptando o que puder melhorar) começaremos com o francês (eu preferia – por ser professora de inglês – ensinar inglês, mas temos o francês como prioridade familiar e meu marido topou o desafio).

Garantia de aprendizado

Ela vai aprender? Vai ser bilíngue? Não sei! O tempo dirá. O que eu sei é que muita coisa boa de tudo isso ela vai tirar. E o principal: o tempo junto e de qualidade, com afeto e muita dedicação.

Atividade para baixar e imprimir

Vou disponibilizar aqui um material que achei que ficou digno (esteticamente) de ser compartilhado. Outras coisas do mesmo tipo eu faço a mão mesmo e corto imagens de revistas. Imprimir fica mais limpo e organizado, porém sai mais caro, certamente.

atividade de alfabetização animais da fazenda

  • Atividade: animais da fazenda
  • Objetivo: exposição e repetição de sons representados por vogais e pelas consoantes T V S P C – através de progressão de sequências de sons, imagens, sons e imagens, imagens e palavras, traços e formação de palavras.
  • idade: a partir de 2 anos como brincadeira (para exposição apenas. Implícita) e de 5 anos como estímulo para o reconhecimento de letra e escrita (explícita).
  • Sugestão: criar jogos de memória; com um furador furar o cantinho das imagens para que a criança junte imagens e sons com um clipe plástico; capturar imagem e montar uma apresentação de smartboard; colocar as vocais em um balão (cinco balões; um para cada vogal) e brincar de estourar balão e combinar vogais – o mesmo pode ser feito com as imagens; adesivar na manta magnética para deixar a disposição em quadro magnético ou mesmo na porta da geladeira em casa.

Aqui está! Se gostar e quiser usar, torço para que faça bom proveito. Vamos juntos. Você pode fazer seu material ou achar online algo parecido. OU ainda se desejar pode baixar por R$3,00 na loja do blog. Link direto aqui.

 

Meios de transporte – minilivro bilíngue para imprimir

Um minilivro feito especialmente para trabalhar vocabulário de transporte como carro, barco, avião… São sete pequenas páginas ilustradas para iniciar uma pequena leitura e começar um grande aprendizado.Feito a pedido para a amiga Gilmara Mendes. Espero que você aproveite, Gil.

Download

Um minilivro feito especialmente para trabalhar vocabulário de transporte como carro, barco, avião… São sete pequenas páginas ilustradas para iniciar uma pequena leitura e começar um grande aprendizado.

Feito a pedido para a amiga Gilmara Mendes. Espero que você aproveite, Gil.

Download

mini-book biingue - meios de transporte

Meios de transporte - minilivro bilingue

Atividade bonus

baixe aquiMeios de transporte - atividade para minilivro bilingue

//platform.instagram.com/en_US/embeds.js

Presente de Natal – livros para ler e brincar

Olá! Chegou Natal e você quer dar livros de presente? Ótimo! Há várias coisas que você pode fazer.

*No final do post tem um minilivro de presente de Natal para você.

    Olá! Chegou Natal e você quer dar livros de presente? Ótimo! Há várias coisas que você pode fazer.

    *No final do post tem um minilivro de presente de Natal para você.
    1. Entrar em um clube de livros, adquirir um mês, um kit, o que seja, e enviar para o endereço da criança que irá receber. Hoje em dia o que não falta são esses clubes que fazem o serviço de escolha por você.
    2. Ir a uma livraria e se deleitar com o espaço infantil aproveitando para ver tudo que eles oferecem. Legal mesmo é fazer isso com a criança que irá receber. Se der sorte ainda vai ter contação de história nesse dia.
    3. Acessar uma livraria online e escolher algo orientado para a idade que deseja (aconselho pedir conselho antes).
    4. Procurar por blogs de resenha de livros infantis (há uma infinidade deles, tal como esse em que você veio parar) e ver qual deles te dá uma boa dica. Se gostar da dica colabore com quem a deu clicando e comprando pelo blog mesmo.

    Em referência ao item 4 aí em cima, vou fazer minha parte para te ajudar; aqui vai a minha sugestão de livros para comprar e dar de presente, são 4 livros bem diferentes um do outro. Diferentes em texto, idade indicada, propósito, ilustração, papel e preço.

    Top 1 ♥

    Título: Cachorros não dançam balé.

    Autor: Anna Kemp (todos os livros dela são maravilhosos. Pena que alguns ainda não estão traduzidos para o português. Aqui você encontra alguns)

    Ilustração : Sara Ogilve (a ilustradora que conquistou meu coração também possui outros títulos encantadores. Veja aqui)

    Indicação: 1 a 7 anos de idade.

    Por que dar esse livro? : o livro é simplesmente lindo para começo de conversa. É daqueles livros que dá vontade de enquadrar. A ilustradora não  mediu talento para co-autorar o livro. As imagens (quer coisa que encante mais criança?) são de uma delicadeza e arte infantil inquestionáveis. A minha filha ama não só pela história (ela ganhou o livro com 18 meses de idade) mas também pelas imagens que são realmente encantadoras. Quanto a história, ela é muito simples, de linguagem rica, mas também simples e fala de um cachorro diferente dos outros: o filé. Filé não quer saber das coisas de cachorro. Ele quer saber de balé. Mas enfrenta algumas frustrações e desmotivações que só não minam com sua vontade de dançar balé porque ele realmente sonha com isso e realiza. Isso que é o mais legal da historinha. Esse cachorro dança balé. Compre! Super recomendo.

    Top 2 ♥ ♥

     Série: Cadê? Achou!

    Título: Festa das flores (há uma coleção de títulos nessa série. Vale a pena dar uma olhada aqui).

    Editora: Publifolhinha

    Idade: 0 a 4 anos

    Porque dar esse livro? – Crianças adoram tocar no livro que ‘leem’. Alguns livros vem com esse propósito mesmo, o toque. A série Cade? Achou! vem com o apelo do toque e do olhar. Isso porque é um pop-up que brinca com as cores. Minha filha ganhou quando completou 2 anos e ela está agora com 26 meses. É um livro que virou brinquedo. Ela carrega para todo canto da casa. Ela abre as páginas e lê para mim brincando com as folhas em pop-up. Vale a pena! Ele brinca com as cores dos bichinhos que traz; orboleta, passarinho, libélola, tartaruga… É um livro para desenvolver vocabulário. Compre aqui. Recomendo porque tenho e gosto.

    Top 3 ♥ ♥ ♥

    Série: Abra e descubra.

    Título: Número, palavras, tamanhos.

    Idade: 1 a 4 anos.

    Por que dar esse livro? – Esses livros, são 3 que vem em  uma caixa, foram feitos exclusivamente para criança expandir vocabulário brincando. ele traz uma pergunta ou uma frase e em seguida a criança levanta uma página e descobre a resposta espandindo o vocabulário para outras coisas em comum com a resposta. No início eu fiquei meio perdida em como usá-lo mas depois dei-me conta de que ele dá pano pra manga. Dá pra brincar com números, palavras e tamanhos de forma bem criativa. Aos 2 anos minha filha já faz bom proveito e aprendeu com esse livro a diferenciar alto e baixo. Achei o máximo. Clique e compre aqui.

    Top 4 ♥ ♥ ♥ ♥

    Série: Empurre e puxe

    Título: Casas do bosque

    Idade: 1-3 anos

    Por que dar o livro? – Esse é o mais em conta de todos os livros que sugeri acima. E confesso que não dei nada por ele quando o vi. Quem o escolheu foi o pai de minha filha. Somente quando ele chegou em casa que na hora da leitura vimos como ele realmente funcionava. Ele tem um texto pequeno falando de onde moram os animais como raposa, coelho, picapau, esquilo. E junto com o texto uma dinâmica de empurrar para ver onde eles moram. Simples assim. Curto e objetivo esse livrinho me surpreendeu porque consigo trabalhar diversos vocabulários com ele e ainda manter a atenção de uma pequena de 2 anos. É um conte e reconte com toda certeza. A dica é usar da leitura para imitar os animais entrando nas tocas. Os pequenos amam.

    Aqui uma amostra de minha pequena curtindo os livrinhos.

     

    Presente de Natal do blog pra você

    https://www.instagram.com/p/Bcc8w4WhILi/?taken-by=quemvailerpramim

    O minilivro Minha árvore de Natal prontinho para baixar, imprimir e brincar

    (pt-en e pt-fr)

    O livro traz vocabulário de brinquedos e a historinha de uma criança que resolveu surpreender papai noel com seus brinquedos embalados e deixados debaixo da árvore para ele levar e entregar a outras criaças como doação.

    Minha árvore de Natal (portugues-frances)

    Minha árvore de natal (pt-en)

    Um grande abraço e desejo de um feliz Natal com esperanças renovadas. Vamos todos pedir em oração para que nosso ano de 2018 seja um ano de união entre os povos.

    Orí & Kamí – um livrinho que brinca com a arte do origami

     Origami

    ‘Origami (do japonês: 折り紙, de oru, “dobrar”, e kami, “papel”) é a arte tradicional japonesa de dobrar o papel, criando representações de determinados seres ou objetos com as dobras geométricas de uma peça de papel, sem cortá-la ou colá-la’. fonte: Japão em foco

    Em português dizemos dobradura, em francês diz-se l’art du pliage e em inglês chamamos de japanese paper bending or folding. Mas legal mesmo é dizer Origami. 🙂

     Origami

    ‘Origami (do japonês: 折り紙, de oru, “dobrar”, e kami, “papel”) é a arte tradicional japonesa de dobrar o papel, criando representações de determinados seres ou objetos com as dobras geométricas de uma peça de papel, sem cortá-la ou colá-la’. fonte: Japão em foco

    Em português dizemos dobradura, em francês diz-se l’art du pliage e em inglês chamamos de japanese paper bending or folding. Mas legal mesmo é dizer Origami. 🙂

    Minibook

    Orí e Kamí dobraduras para criançasOrí & Kamí é nosso livrinho bilíngue (Fr-Pt-En) de hoje que traz para nossos pequenos brilhantes uma suave leitura que apresenta dois personagens que adoram brincar com papel e dobraduras, a arte do origami. Eles são Orí e Kamí, um menino e uma menina super espertos e apaixonados pela arte de dobrar papel.

    Como sempre o livrinho vem com um QR code que leva a algum lunar na internet onde se aprende a fazer a dobradura que é parte da historinha.

    A ideia por detrás dos QR codes é desde já educar nossos pequenos a fazerem bom uso das tecnologias de informação e comunicação. Levando a uma utilização educativa do conteúdo disponível na internet.

    Quer conhecer a historinha e apresentar para seu pequeno? Escolha o que é melhor para você aqui em baixo, clique e faça o download.

    Português- Inglês
    Português-Francês

    Para outros livrinhos clique aqui

    Um provérbio

    Para finalizar trago um provérbio japonês que simples e curto nos lembra sobre uma coisa muito importante.

    “Ensinar é o caminho para aprender” –  教うるは学ぶの半ば Oshiuru wa manabu no nakaba

    Fonte: made in Japan

    Eu como professora que sempre fui tenho aprendido muito com tudo e ainda mais em sala de aula. Ensinando línguas a gente aprende a ouvir o outro e a valorizar o que ele diz. Aprende a compartilhar ideias e a cooperar antes de competir. Isso é o que veio como aprendizado para mim. E para você?

    Sugestões

    Separei aqui – porque antes de fazer o livrinho eu precisei eu mesma adquiri um bom  livro sobre origami para crianças – alguns livros legais para comprar e ter em casa. Origamis além de serem um ótimo passatempo junto é também uma maneira divertida de trabalhar a consciência geométrica e matemática da criança. Os preços variam entre 46 e 37 reais na Amazon. Veja esses.

     

     

     

    Um grande abraço!

    Vai ter Halloween sim!

    Olá!

    Então vocês estavam pensando que não íamos brincar no Halloween? Claro que vamos. Aqui estão três livrinhos para brincar com vocabulário de dia das bruxas: o Halloween.

    Os livros

    Olá!

    Então vocês estavam pensando que não íamos brincar no Halloween? Claro que vamos. Aqui estão três livrinhos para brincar com vocabulário de dia das bruxas: o Halloween.

    Os livros

    São o mesmo livrinho com edição em francês, português e inglês. Cada um traz um pequeno código para ser lido por seu smartphone e para com as crianças brincarem ou com música ou com historinha ou ainda com vocabulário. Vai depender da língua que escolher. Eu não achei nada muito interessante em português, mas aqui vou deixar algumas atividades de colorir e ainda uma sugestão de artesanato bem fácil.

    As imagens usadas nos livrinhos são do Freepik e não podem ser redistribuídas para além do que eu propus aqui. Estão aqui apenas como ilustração dos livrinhos.

    Download

    Os livros são estes abaixo. É só clicar para baixar e imprimir (antes de imprimir escola paisagem e ajustar para caber). Se imprimir em papel mais grosso a dobradura só será perfeita se for feito um corte entre a página de capa e a última. Lembrando sempre que qualquer erro encontrado ou sugestão ou crítica pode ser enviado para: sue@quemvailerpramim.com

    1. It’s Halloween

    2. C’est Halloween

    3. Dia das bruxas – Halloween

    4. 4 bruxinhas e meia

    Atividades com os livrinhos.

    Os livrinhos também podem ser usados para um jogo de memória se recortados ou ainda de esconde-esconde.

    Outras atividades que  encontrei online são:

    Crafts

    Palavras

    Colorir

    mocego bat halloween

     

    Meus agradecimentos a todos que compartilham saberes e atividades online.

    https://www.livescience.com/40596-history-of-halloween.html

    http://esl-kids.com/flashcards/halloween.html

    https://www.activityvillage.co.uk/halloween

    https://learnenglishkids.britishcouncil.org/en/category/topics/halloween

    https://www.freepik.com/free-vector/halloween-kids-collection_1316883

    https://www.librairie-interactive.com/

     

     

    Bilinguísmo em crianças pequenas: separando fato de ficção

    Hannen Center
    por Lauren Lowry (versão em português Suelen Viana)Hanen Certified SLP and Clinical Staff Writer
    por Lauren Lowry (versão em português Suelen Viana)Hanen Certified SLP and Clinical Staff Writer

    Nota: “bilingue” refere-se a alguém que fala duas línguas; monolíngue refere-se a alguém que fala uma língua. Versão original em inglês aqui.

    Os fatos: O que sabemos sobre bilinguismo

    Nosso mundo está se tornando cada vez mais multilingue. Considere algumas das seguintes estatísticas:

    No Canada….

    • 11.9 % da população fala outra língua além do Inglês ou francês em casa (1). Em Toronto, 31% da população fala uma língua além do inglês ou francês em casa (2).

    Nos Estados Unidos….

    • 21% das crianças em idade escolar (entre 5-17) fala uma língua além do inglês em casa (3). Este número está  Este número deverá aumentar nos próximos anos (4).

    Mundialmente, estima-se que…

    • haja  mais falantes de inglês como segunda língua do que falantes nativos (5).
    • haja tantas crianças bilingues quanto há crianças monolíngues (10).

    Essas tendências significam que muitas crianças estão sendo criadas como bilingues. Algumas vezes o bilinguismo é uma necessidade, uma vez que os pais da criança podem não ser fluentes na língua majoritária (dominante) falada na comunidade. Portanto, a criança pode aprender uma língua em casa e outra na escola. Mas, algumas vezes o bilinguismo é uma escolha e os pais podem desejar expor seus filhos a outra língua, mesmo se eles próprios não falarem uma segunda língua. Isso pode se dever aos muitos benefícios de ser bilingue.

     Benefícios do Bilinguismo

    • Crianças bilingues são mais capazes de focar atenção em informação relevante e ignorar distrações (7, 8). Para mais informações clique aqui para nosso artigo “Are Two Languages Better Than One?”.
    • Indivíduos bilingues tem mostrado ser mais criativos e melhores em planejamento e solução de problemas complexos do que indivíduos monolíngues (9, 10).
    • Os efeitos do envelhecimento no cérebro de adultos bilingues são menores (7).
    • Em um estudo, o início da demência foi adiada em 4 anos em indivíduos bilingues em comparação com indivíduos monolíngues com demência (10).
    • Indivíduos bilingues tem maior acesso a pessoas e recursos (9).
    • No Canada, taxas de emprego são maiores para indivíduos bilingues em francês e inglês do que para indivíduos monolíngues (7).
    • Canadenses que falam ambas as línguas oficiais tem uma renda media de aproximadamente 10% maior do que aqueles que falam apenas inglês, e 40% maior do que aqueles que falam apenas francês (7).

    As vantagens cognitivas do bilinguismo (ex. com atenção, solução de problemas etc) parecem estar relacionadas com a proficiência de um indivíduo em suas línguas (10). Isso significa que quanto mais proficiente uma pessoa é em suas línguas, mais ela se beneficiará (cognitivamente) de seu bilinguismo.

    Como crianças aprendem mais de uma língua

    A aquisição bilingue pode acontecer em uma de duas maneiras:

    1. Aquisição simultânea ocorre quando uma criança é criada bilingue desde o nascimento, ou quando a segunda língua é introduzida antes dos três anos de idade (10). Crianças que aprendem duas línguas ao mesmo tempo passam pelos mesmo estágios de desenvolvimento que as crianças que aprendem apenas uma língua. Enquanto crianças bilingues podem começar falar um pouco mais tarde que crianças monolíngues, elas ainda começam a falar dentro do normal (11). Desde o início do aprendizado linguístico, bilingues simultâneos parecem adquirir duas línguas separadas (10). Logo no início, eles são capazes de diferenciar suas duas línguas e tem mostrado mudar de línguas de acordo com seus interlocutores (ex. falam francês a pais falantes de francês, depois mudam para inglês com um dos pais falantes de inglês) (12,13)
    2. Aquisição sequencial ocorre quando a segunda língua é introduzida depois que a primeira língua está bem estabelecida (geralmente depois dos três anos de idade). As crianças podem experimentar a aquisição sequencial se elas imigrarem para um país onde uma língua diferente é falada. O aprendizado sequencial pode também ocorrer se a criança fala exclusivamente sua língua herdada em casa até começar a escola, quando a instrução é oferecida em uma língua diferente.

    Uma crianças que adquire uma segunda língua nessas condições geralmente experimenta o seguinte: (10)

    • inicialmente, ela poderá usar sua língua falada em casa por um breve período.
    • Ela pode passar por um período ‘silencioso’ ou ‘não-verbal’ quando ela for exposta pela primeira vez à segunda língua. Isso pode durar desde uma semana até muitos meses, e é muito provavelmente um tempo em que a criança constrói seu entendimento da língua (14). Crianças mais jovens usualmente permanecem nessa fase por mais tempo que crianças mais velhas. As crianças podem contar com gestos nesse período e usar poucas palavras na segunda língua.
    • Ela vai começar usar frases curtas ou imitativas. A criança pode usar rótulos de uma palavra ou memorizar frases como “Não sei” ou “O que é isso?”. Essas sentenças não são constructos do vocabulário da própria criança ou conhecimento da língua. São simplesmente frases que ela tem escutado e memorizado.
    • Finalmente, ela vai começar a produzir suas próprias frases. Essas frases não são inteiramente memorizadas e incorporam alguns de seus vocabulários aprendidos recentemente. A criança pode usar uma “formula” no início quando estiver construindo sentenças e inserir suas próprias palavras em uma frase comum como “Eu quero…” ou “Eu faço…”. Com o tempo, a criança se torna mais e mais fluente, mas continua a fazer erros gramaticais ou produzir sentenças que soam abreviadas porque lhe faltam algumas regras gramaticais (ex. *“Eu não fazi isso” ao invés de “eu não fiz isso”). Alguns dos erros que a criança faz nesse estágio são devidos à influência de sua primeira língua. Mas muitos erros são os mesmo erros que crianças monolíngues fazem quando elas aprendem aquela língua.

    Ficção: Alguns mitos sobre o bilinguismo

    #1. Bilinguismo causa atraso linguístico.

    FALSO. Enquanto o vocabulário de uma criança bilíngue em cada língua individual pode ser menor que a media, seu vocabulário total (de ambas as línguas) será pelo menos do mesmo tamanho que uma criança monolíngue (10, 15). Crianças bilingues podem dizer suas primeiras palavras um pouco depois que crianças monolíngues, mais ainda dentro da média normal (entre 8-15 meses) (11). E quando crianças bilingues começam a produzir sentenças curtas, elas desenvolvem a gramática pelos mesmos padrões e linhas de tempo que crianças aprendendo uma língua (5). Bilinguismo por si só não causa atraso linguístico (10). Uma criança bilingue que está demonstrando atraso significante no marco da linguagem pode ter um distúrbio da linguagem e deve ser vista por um fonoaudiólogo.

    #2. Quando as crianças misturam suas línguas isso significa que elas estão confusas e tendo problemas ao se tornarem bilingues.  

    FALSO. Quando as crianças usam ambas as línguas dentro de uma mesma sentença ou conversa, acontece o que se conhece como “mistura de códigos” ou “mudança de códigos”. Exemplos de mistura de códigos de inglês-francês: “big bobo” (“bruise” or “cut”) ou “je veux aller manger tomato” (“I want to go eat..”) (10). Os pais algumas vezes se preocupam que essa mistura seja um sinal de atraso linguístico ou confusão. Entretanto, a mistura de códigos é uma parte natural do bilinguismo (17). Adultos bilingues proficientes misturam códigos quando eles conversam com outros bilingues e deve-se esperar que crianças bilingues misturem códigos quando falam com outros bilingues (5).     Muitos pesquisadores vêem a mudança de código com um sinal de proficiência bilingue. Por exemplo, crianças bilingues ajustam a quantidade de mudança de código que usam para se adaptar ao seu novo parceiro de conversa (alguém com quem nunca se encontraram antes que também faz mudança de código) (5).  Sugere-se também que crianças fazem mudança de código quando elas conhecem a palavra em uma língua mas não em outra. (13). Além disso, algumas vezes a mudança de código é usada para enfatizar alguma coisa, expressar emoção, ou para destacar o que outra pessoa disse em outra língua. Por exemplo, “ “Y luego él dijo STOP” (espanhol misturado com inglês: “E então ele disse STOP!”) (10). Portanto, a mudança de código é natural e deveria ser esperada de uma criança bilingue.

     #3. Uma pessoa não é verdadeiramente bilingue a menos que seja proficiente em ambas as línguas.

    FALSO. É raro encontrar um indivíduo que é igualmente proficiente em ambas as línguas. (16). A maioria dos bilingues tem uma ‘língua dominante’, a língua de maior proficiência. A língua dominante é frequentemente influenciada pela língua majoritária da sociedade na qual o indivíduo vive (6). A língua dominante de um indivíduo pode mudar com idade, circunstâncias, educação, rede social, emprego e muitos outros fatores (16).

    #4. Um individuo deve aprender uma segunda língua quando criança para se tornar bilingue.

    FALSO. Existe uma teoria chamada “Período Crítico” que sugere que há uma janela de tempo (primeira infância) durante a qual a segunda língua e mais facilmente aprendida. Essa teoria tem levado muita gente a crer que é melhor aprender a segunda língua quando criança. Descobriu-se que crianças mais jovens conseguem uma pronúncia mais próxima da nativa do que outras crianças ou adultos aprendizes de uma segunda língua.  E eles parecem também conseguir melhores habilidades gramaticais que outros aprendizes (10).  Mas outras descobertas têm colocado a ideia de período crítico em questão. Por exemplo:

    ·         crianças mais velhas (em meados da escola elementar) tem mostrado ter vantagens quando aprendem o inglês acadêmico. A linguagem acadêmica se refere a vocabulário especializado, gramática e habilidade de conversação necessários para entender e aprender na escola (10). Isso é aparentemente mais fácil para crianças mais velhas porque elas aprendem a segunda língua com habilidades cognitivas mais avançadas que crianças mais jovens, e com mais experiência em escola e letramento (10).

    ·         crianças mais velhas e adultos parecem ter vantagens quando começam a aprender vocabulário e gramática (10, 16, 18).

    Portanto, ao passo que crianças mais jovens parecem se tornar mais como falantes nativos a longo prazo, crianças mais velhas podem pegar vocabulário, gramática e linguagem acadêmica mais facilmente na fase inicial do aprendizado linguístico.

    #5. Os pais devem adotar a abordagem ‘um pai uma língua’ quando expõem seus filhos a duas línguas.

    FALSO. Alguns pais podem adotar essa abordagem ‘um pai uma língua’ onde cada pai fala uma língua diferente para a criança. Enquanto isso é uma opção para criar uma criança bilingue, não há evidência que sugira que esse seja o único ou o melhor meio de criar uma criança bilingue, ou que isso reduza a mistura de códigos (10). Os pais não devem se preocupar se ambos falam suas línguas nativas ou se eles misturam línguas com seus filhos (19), uma vez que se reconhece que as crianças vão misturas suas línguas independentemente da abordagem de seus pais (10). Muitas abordagens podem levar ao bilinguismo. Os pais devem falar com seus filhos de uma maneira que seja natural e confortável para eles.

    #6. Se você quer que seu filho fale a língua majoritária, você deve parar de falar a língua de casa com a criança.

    FALSO. Alguns pais tentam falar a língua da maioria ao seu filho porque querem que seu filho aprenda essa língua, mesmo se eles mesmos não sejam fluentes na língua da maioria. Isso pode significar que conversas e interações não sejam naturais ou confortáveis entre pai e filho. Não há evidências de que o uso frequente da segunda língua em casa seja essencial para que uma criança aprenda uma segunda língua (10). Além disso, sem o conhecimento da língua materna de uma família, a criança pode ficar isolada dos membros da família que falam apenas a língua materna. Pesquisas mostram que as crianças que têm uma base sólida em sua língua natal mais facilmente aprendem uma segunda língua. As crianças também estão em grande risco de perder a sua língua natal, se não for usada continuamente em casa

    Como apoiar sua criança bilíngue

    Há muitas formas de apoiar o bilinguismo de uma criança:

    • Faça o que for confortável para você e sua família. Não tente falar uma língua com sua criança se você não se sente confortável ou fluente nesta língua.
    • Não se preocupe se sua criança mistura as duas línguas. Isso é uma parte normal de se tornar bilingue. Dê a suas crianças muitas oportunidade de ouvir, falar, brincar e interagir na sua língua maternal.
    • Se você achar que seu filho ou filha tem algum atraso linguístico, consulto um fonoaudiólogo para que obtenha conselhos sobre a melhor maneira de ajuda-lo/a a aprender mais de uma língua.
    Referências (texto original em inglês)

    1.     Statistics Canada (2007). 2006 Census: Immigration, citizenship, language, mobility and migration.  Available online: http://www.statcan.gc.ca/daily-quotidien/071204/dq071204a-eng.htm

    2.     Toronto.ca. Toronto’s Racial Diversity. Available online: http://www.toronto.ca/toronto_facts/diversity.htm

    3.     U.S. Department of Education, National Center for Education Statistics. Available online: http://nces.ed.gov/fastfacts/display.asp?id=96

    4.     American Speech Language Hearing Association. The Advantages of Being Bilingual. Available online: http://www.asha.org/about/news/tipsheets/bilingual.htm

    5.     Genesee, F. H. (2009). Early childhood bilingualism: Perils and possibilities. Journal of Applied Research on Learning, 2 (Special Issue), Article 2, pp. 1-21.

    6.     Paradis, J. (2010). The interface between bilingual development and specific language impairment. Applied Psycholinguistics, 31, 227-252.

    7.     Canadian Council on Learning (2008). Parlez-vous français? The advantages of bilingualism in Canada. Available online: http://www.ccl-cca.ca/pdfs/LessonsInLearning/Oct-16-08-The-advantages-of-bilingualism.pdf

    8.     Poulin-Dubois, D., Blaye, A., Coutya, J & Bialystok, E. (2011). The effects of bilingualism on toddlers’ executive functioning. Journal of Experimental Child Psychology. 108 (3), 567-579

    9.     Center for Applied Linguistics. Benefits of being bilingual. Available online: http://www.cal.org/earlylang/benefits/marcos.html

    10.   Paradis, J., Genesee, F., & Crago, M. (2011). Dual Language Development and Disorders: A handbook on bilingualism & second language learning. Baltimore, MD: Paul H. Brookes Publishing.

    11.   Meisel, J. (2004). The Bilingual Child. In T. Bhatia & W. Ritchie (Eds.), The Handbook of Bilingualism. pp 91-113. Blackwell Publishing Ltd.

    12.   Genesee, F. (2009). Early Childhood Bilingualism: Perils and Possibilities. Journal of Applied Research in Learning, 2 (Special Issue), 2, 1-21.

    13.   Genesee, F., & Nicoladis, E. (2006). Bilingual acquisition. In E. Hoff & M. Shatz (eds.), Handbook of Language Development. pp. 324-342. Oxford, Eng.: Blackwell.

    14.   Tabors, P. (1997). One Child, Two Languages. Paul H Brookes Publishing.

    15.   Pearson, B.Z., Fernandez, S.C., Lewedeg, V., & Oller, D.K. (1997). The relation of input factors to lexical learning by bilingual infants. Applied Psycholinguistics, 18, 41-58.

    16.   Baker, C. & Prys Jones, S. (1998). The Encyclopedia of Bilingualism and Bilingual Education. Toronto, Ontario: Multilingual Matters Inc.

    17.   Goldstein, B.  & Kohnert, K. (2005). Speech, language and hearing in developing bilingual children: Current findings and future directions. Language, Speech and Hearing Services in Schools, 36, 264-267.

    18.   Flege, J.E. (1999). Age of Learning and Second Language Speech. In D. Birdsong (ed.), Second Language Acquisition and the Critical Period Hypothesis. pp. 101-131. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates, Inc.

    19.   King, K. & Fogle, L. (2006).  Raising Bilingual Children: Common Parental Concerns and Current Research. Washington, DC: Center for Applied Linguistics. Retrieved October 24, 2011 from http://www.cal.org/resources/digest/digest_pdfs/RaiseBilingChildi.pdf

    © Hanen Early language Program (Hanen Programa de Linguagem Precoce), 2016.
    Este artigo não pode ser copiado ou reproduzido sem a permissão escrita do Hanen Centre®.

    Sobre “The Hanen Centre” 

    Fundando em 1975, The Hanen Centre é uma organização não lucrativa de caridade canadense com alcance global. Sua missão é prover pais, cuidadores, educadores da primeira infância e fonoaudiólogos com o conhecimento e treinamento necessários para ajudar crianças a desenvolverem suas melhores habilidades linguísticas, sociais e de letramento. Isto inclui crianças que tenham ou que estejam em risco de atraso linguístico, aquelas com desafios de desenvolvimento como autismo, e aquelas que estão se  desenvolvendo normalmente. 

    Para mais informações, por favor visite www.hanen.org.

    The Hanen Centre é uma Organização de Caridade Registrada (#11895 2357 RR0001)

    Este artigo foi originalmente postado no site Quem vai ler pra mim? O site foi extinto em 2019 e algum conteúdo migrado para este site pessoal. A formatação pode não estar conforme. Para imprimir um copia clique no link abaixo.